Acredito que já estás crescida o suficiente para entender a lógica que motiva um pai que gostaria de dizer-te:
Amei-te o suficiente
para ter te perguntado aonde irias, com quem irias e a que horas voltarias.
Amei-te o suficiente
para não ter ficado em silêncio e fazer com que tu soubesses que aquele novo amigo não era boa companhia.
Amei-te o suficiente
para te deixar ver além do amor que sempre senti por ti, os despontamentos e também as lágrimas nos meus olhos.
Mais do que nunca, amei-te o suficiente
para te dizer NÃO, quando sabia que poderias me odiar por isso.
Agora preciso dizer:
Amo-te o suficiente para te deixar assumir a responsabilidade de tuas ações, mesmo que as penalidades possam me partir o coração.
E esta é a mais difícil de todas as batalhas. Mas estou contente, venci...
Porque no final tu venceste também!
E qualquer dia, quando teus filhos, meus netos, forem crescidos o suficiente para entender também a lógica que motiva pais e mães, quando eles te perguntarem se o teu pai era mau, talvez lhes digas:
Sim, meu pai era um chato.
Pai, amo-te o suficiente para acolher tuas palavras
ResponderExcluirAmo-te o suficiente para receber a responsabilidade de possíveis lágrimas.
Amo-te o suficiente para decidir ser feliz enquanto há tempo, e eu não quero mais perder tempo.
Porque se a dor chegar, ela vai doer de qualquer forma, eu tendo sido feliz ou não (e eu prefiro a primeira opção).
Portanto espero que entendas o "Amo-te" como "Amo-me" também.
Tens a minha bênção. E que Deus te abençoe também.
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